A minha visão

Quando trabalho a duas ou três dimensões, seja na pintura, no desenho ou na escultura, sei que sou influenciada por todo o percurso de vida passado, tanto como engenheira civil que fui, como estudante e eterna amante das Artes Plásticas que também fui, sou e serei.

Não pretendo seguir um caminho único, mas ir construindo um trabalho que se identifique com a minha voz, personalidade e visões, pois a realidade e a imaginação são imensos e surpreendentes.

Uso todas as técnicas, materiais e possibilidades que vou aprendendo e descobrindo e assim vou criando. Num determinado tempo são desenhos em papel, depois poderão ser trabalhos cerâmicos ou de pasta de papel, ou telas e madeiras a cobrir com mensagens pictóricas. 

Sintetizo imagens reais, transformo-as com uma linguagem de cor, manchas e linhas, formas e composições, de forma pragmática e estudada mas muitas vezes também intuitiva e imperativa. Misturo pois o consciente com o inconsciente, deixo-os dialogar, guerrear e rir, até concluir o trabalho.

Tanto me apaixono pela contemporaneidade como pela antiguidade, pela arte europeia como pela asiática ou de outro continente. O início do trabalho pode surgir de qualquer tempo e de qualquer lugar, formando depois uma linha consistente até ao último ponto final da mensagem. O que farei a seguir não sei ainda, mas sei que o vou fazer.

Principalmente, preciso fazer o que penso não ser capaz: o resultado é um pedaço incrível de felicidade.